Mostrando postagens com marcador Fodasticos 8D. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fodasticos 8D. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E para o resto do mundo,
Deus lhes deu sapatos, para servir-lhes,
Então coloquem-nos e usem-nos.
Seja você mesmo, cara.
Tenha orgulho do que você é.
Mesmo se isso soa meloso,
Não deixe ninguém lhe dizer... Que você não é linda.

                                                                     (Eminem)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Odiosa natureza humana

Se todo mundo fosse embora
E só eu ficasse aqui
Eu teria nessa hora
Um bom motivo pra sorrir
Se tudo desaparecesse
E nao ficasse mais ninguém
Somente num dia desses
Eu passaria muito bem
Sonho que eu tenho por noites seguidas
Do mundo acabando num belo dia
Sem choro nem despedida
Mesmo porque ninguém se conhecia
Chame de misantropia ou como quiser
Mas você não me engana
Não perde quem desconfia
Culpa da nossa tão odiosa natureza humana
                                                    (Marco Donida)

Merece mil selinhos (mas só um basta)


segunda-feira, 13 de junho de 2011

(=

 "Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."
                                                                                       Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Éramos nós...

Lembra quando éramos um só?
O mundo todo podia dar nó...
Éramos nós.

Chovia e fazia frio lá fora,
Mas aqui, sempre sol e mar...
Éramos nós.

Mas como vento e moinho,
cada um tem seu rumo, seu próprio caminho.
Éramos nós...

Kuroneko-chan
04.05.11


sábado, 21 de maio de 2011

Adiamento

(Álvaro de Campos  <3)
Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... 
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, 
E assim será possível; mas hoje não... 
Não, hoje nada; hoje não posso. 
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva, 
O sono da minha vida real, intercalado, 
O cansaço antecipado e infinito, 
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico... 
Esta espécie de alma... 
Só depois de amanhã... 
Hoje quero preparar-me, 
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte... 
Ele é que é decisivo. 
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos... 
Amanhã é o dia dos planos. 
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o rnundo; 
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã... 
Tenho vontade de chorar, 
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro... 

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo. 
Só depois de amanhã... 
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana. 
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância... 
Depois de amanhã serei outro, 
A minha vida triunfar-se-á, 
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático 
Serão convocadas por um edital... 
Mas por um edital de amanhã... 
Hoje quero dormir, redigirei amanhã... 
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância? 
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã, 
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo... 
Antes, não... 
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. 
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. 
Só depois de amanhã... 
Tenho sono como o frio de um cão vadio. 
Tenho muito sono. 
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã... 
Sim, talvez só depois de amanhã... 
Bom Sono!!!! Até depois de Amanhã.... Bom Sono!!! Até Amanhã... Bom sono!!! 
(Álvaro de campos)





quarta-feira, 11 de maio de 2011

O ciclo se repete. Mais uma semana...

O ciclo se repete. Mais uma semana com meus sonhos, meus amores e minhas escolhas, nem sempre tão meus.
Meu sonho de poesia e de prosa, meu sonho de rimas em uma vida de versos brancos.
Talvez seja isso mesmo, as minhas rimas (coerências) sejam para outras pessoas, talvez tenha vindo ao mundo para viver uma vida de versos brancos e com ela deva conformar-me.
Mas se conformar significa, etimologicamente, tomar a forma de algo, se adaptar. E me pergunto se isso não seria uma tentativa de rimar com algo, de tomar forma de algum tipo de coerência.
Ainda que esta seja a incoerência de um texto como este, que nada é, nem poesia sem rima, nem prosa poética.
Talvez seja apenas minha maneira de me acompanhar de uma presença ausente, neste momento que me cerca com olhos que rimam beleza e saudade em meus versos brancos.

                                                                               (A.O. Andrade)

Dei valhô, merece selinho tbm !

terça-feira, 19 de abril de 2011

'-'

"Pois então assombra-me a
existência! Os assassinados costumam assombrar a vida dos seus
assassinos, e eu tenho a certeza de que os espíritos andam
pela terra. Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de
mim e enlouquece-me! Não me deixes só, neste abismo onde não
te encontro! Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto!
Como posso eu viver sem a minha
vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?!"

( Heathcliff - O morro dos ventos uivantes - emily Bronte. Pg. 113)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Diálogo

A: Você é meu companheiro.
B: Hein?
A: Você é meu companheiro, eu disse.
B: O quê?
A: Eu disse que você é meu companheiro.
B: O que é que você quer dizer com isso?
A: Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isso.
B: Tem alguma coisa atrás, eu sinto.
A: Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico.
B: Não é disso que estou falando.
A: Você está falando do quê, então?
B: Eu estou falando disso que você falou agora.
A: Ah, sei. Que eu sou teu companheiro.
B: Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro.
A: Você também sente?
B: O quê?
A: Que você é meu companheiro?
B: Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei.
A: Atrás do companheiro?
B: É.
A: Não.
B: Você não sente?
A: Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. E você, não?
B: Não. Não é isso. Não é assim.
A: Você não quer que seja isso assim?
B: Não é que eu não queira: é que não é.
A: Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo era claro.
B: Agora não?
A: Agora sim. Você quer?
B: O quê?
A: Ser meu companheiro.
B: Ser teu companheiro?
A: É.
B: Companheiro?
A: Sim.
B: Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não
vê?
A: Eu vejo. Eu quero.
B: O quê?
A: Que você seja meu companheiro.
B: Hein?
A: Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse.
B: O quê?
A: Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro.
B: Você disse?
A: Eu disse?
B: Não. Não foi assim: eu disse.
A: O quê?
B: Você é meu companheiro.
A: Hein?
(ad infinitum)

(Caio Fernando Abreu - in Morangos morfados)

Dei valor... merece o selinho