Pesa-me tua falta.
Tento me contentar com lembranças,
pois acabaram-se as esperanças
de um suposto encontro
Porque insiste em tais maldades?
As brumas se formam na caixa em meu peito
A frieza iminente
Deixa a fera descontente
Sem tua bela, torna-se serpente.
Não te sinto, pois não existes.
És um sonho, és demônio, és perpétuo.
Não como essa gente...
Não me importo, pois te criei
E criatura se rebelou
Criatura se descriou
És duro, cabeça e quente.
Vento frio se descongela
Traz me o nome dela
Faz de mim outra serpente
Pois sem isto não sei que sou
Sou criador?
Sou criatura?
É carne
É crua.
E tua.
E tua.
Kuroi Kuroneko
07.03.12
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quarta-feira, 7 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Angústia
Minha senhora não mais me quer ver.
Não me olha nos olhos, está a se esconder.
Deus! Que raios fiz?!
Nada mais além de a proteger...
Dói me muito a sua falta e sua ausência me corrói.
Sei que seu corpo ali está, mas sua alma se foi.
Sinto falta de seu cheiro, de seus afagos calorosos,
De me aconchegar em teus cabelos e em seus braços saudosos.
Minha senhora não mais sorri,
Recusa-se a sair de seu leito.
Não mais se deita comigo, não mais se apoia em meu peito.
Perdoa-me! Suplico! Que raios fiz?
Todas as flores do mundo te dei
Tão variados perfumes...
Mas nenhum se compara ao teu,
Oh! Perdoa estes meus maus costumes.
Kuroi Kuroneko
29.02.12
Não me olha nos olhos, está a se esconder.
Deus! Que raios fiz?!
Nada mais além de a proteger...
Dói me muito a sua falta e sua ausência me corrói.
Sei que seu corpo ali está, mas sua alma se foi.
Sinto falta de seu cheiro, de seus afagos calorosos,
De me aconchegar em teus cabelos e em seus braços saudosos.
Minha senhora não mais sorri,
Recusa-se a sair de seu leito.
Não mais se deita comigo, não mais se apoia em meu peito.
Perdoa-me! Suplico! Que raios fiz?
Todas as flores do mundo te dei
Tão variados perfumes...
Mas nenhum se compara ao teu,
Oh! Perdoa estes meus maus costumes.
Kuroi Kuroneko
29.02.12
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