Pesa-me tua falta.
Tento me contentar com lembranças,
pois acabaram-se as esperanças
de um suposto encontro
Porque insiste em tais maldades?
As brumas se formam na caixa em meu peito
A frieza iminente
Deixa a fera descontente
Sem tua bela, torna-se serpente.
Não te sinto, pois não existes.
És um sonho, és demônio, és perpétuo.
Não como essa gente...
Não me importo, pois te criei
E criatura se rebelou
Criatura se descriou
És duro, cabeça e quente.
Vento frio se descongela
Traz me o nome dela
Faz de mim outra serpente
Pois sem isto não sei que sou
Sou criador?
Sou criatura?
É carne
É crua.
E tua.
E tua.
Kuroi Kuroneko
07.03.12
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quarta-feira, 7 de março de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
sábado, 20 de agosto de 2011
A mais bela borboleta do universo
Era um dia cinza, eu estava por traz das grades cinzas da minha janela cinza, que dava para o meu quintal cinza. Onde lá, eu podia ver as trepadeiras intrigantes, do meu muro cinza. Estava lá: Enorme, amarela e delicada. Lá no quintal ela estava, com suas asas pomposas se mascarando no ambiente. Não, não estava na janela do quintal, nem dentre flores, nem pelas as árvores. Estava bem ali, naquele muro. Não estava à cima ou à baixo do muro, não estava nos ninhos, nem nas Samambaias. Estava bem ali, onde aponto meu indicador direito, exatamente naquele ponto, ao alcance de minhas mãos, se escondendo por entre as folhas mortas daquela trepadeira que eu não sei o nome. - Tolice! - Disse a razão, um tom arrogante - É apenas uma folha seca, presa nas outras folhas também secas e também presas, estas por sua vez, no muro.
Não, não era uma reles folha seca. Era um linda borboleta, que estava além das grades cinzas da janela cinza e além do pólen louco das flores cinzas do meu jardim. Cinza. Era uma enorme e graciosa borboleta, cujo desenho nas asas lembrava aquele céu mágico estrelado das noites de verão, com duas luas cheias e hipnotizantes. Era a mais bela borboleta do universo e veio pintar o meu jardim cinza de flores velhas e folhas secas, e cinzas. Era a mais bela borboleta do universo, e seu nome era Vida. A Vida era linda, a Vida era alegre, a Vida era radiante, a Vida voava de um jeito engraçado e único, a Vida vinha fácil, a Vida pousou em meu dedo e descansou em minhas mãos, pois era corajosa. E depois de tudo, Vida se foi... Depois de me fazer companhia, de voar pra mim e pintar meu jardim, Vida foi embora. O tempo passou, e estava na hora. Agora, ainda atrás das grades cinzas da janela cinza, olho para o muro cinza, e vejo a Vida no mesmo lugar, imóvel. Não na janela, nem pelas flores ou pelas árvores. Está bem ali naquele muro, no exato ponto onde meu indicador direito indica, ao alcance de minhas mãos. E vida está velha e seca, vida está lá morta e presa entre as folhas também secas e mortas daquela trepadeira que não sei o nome. - Essa Vida é apenas uma folha - Repetiu a razão.
- Não, é uma borboleta, a mais bela borboleta do universo. Me deixa sonhar só mais um pouquinho...
Kuroneko-Chan
19.08.11
*No texto original, a borboleta se chamava 'Você' e não 'Vida' =B
Até que enfim um título que presta \o\
Não, não era uma reles folha seca. Era um linda borboleta, que estava além das grades cinzas da janela cinza e além do pólen louco das flores cinzas do meu jardim. Cinza. Era uma enorme e graciosa borboleta, cujo desenho nas asas lembrava aquele céu mágico estrelado das noites de verão, com duas luas cheias e hipnotizantes. Era a mais bela borboleta do universo e veio pintar o meu jardim cinza de flores velhas e folhas secas, e cinzas. Era a mais bela borboleta do universo, e seu nome era Vida. A Vida era linda, a Vida era alegre, a Vida era radiante, a Vida voava de um jeito engraçado e único, a Vida vinha fácil, a Vida pousou em meu dedo e descansou em minhas mãos, pois era corajosa. E depois de tudo, Vida se foi... Depois de me fazer companhia, de voar pra mim e pintar meu jardim, Vida foi embora. O tempo passou, e estava na hora. Agora, ainda atrás das grades cinzas da janela cinza, olho para o muro cinza, e vejo a Vida no mesmo lugar, imóvel. Não na janela, nem pelas flores ou pelas árvores. Está bem ali naquele muro, no exato ponto onde meu indicador direito indica, ao alcance de minhas mãos. E vida está velha e seca, vida está lá morta e presa entre as folhas também secas e mortas daquela trepadeira que não sei o nome. - Essa Vida é apenas uma folha - Repetiu a razão.
- Não, é uma borboleta, a mais bela borboleta do universo. Me deixa sonhar só mais um pouquinho...
Kuroneko-Chan
19.08.11
*No texto original, a borboleta se chamava 'Você' e não 'Vida' =B
Até que enfim um título que presta \o\
domingo, 10 de julho de 2011
Genoveva.
Eles dizem te amar,
mas você está só.
Eles não parecem se importar
e você se sente menor.
Talvez sofrer tanto não seria assim,
é porque ninguém está vendo, que você acha ruim.
Perguntam como você está
e não sabe o que responder...
Mas no fim, não importa: bem ou mal,
Eles não ouvem você.
Talvez, até, de fato, seja "algo" que eles amem
Mas não faz diferença o que tu fazes
Sempre estará em segundo plano
Pois há sempre alguém melhor
Pois há sempre alguém perfeito.
E você pode ser resumido simplesmente como: DEFEITO.
Kuroneko-Chan
10.07.11
mas você está só.
Eles não parecem se importar
e você se sente menor.
Talvez sofrer tanto não seria assim,
é porque ninguém está vendo, que você acha ruim.
Perguntam como você está
e não sabe o que responder...
Mas no fim, não importa: bem ou mal,
Eles não ouvem você.
Talvez, até, de fato, seja "algo" que eles amem
Mas não faz diferença o que tu fazes
Sempre estará em segundo plano
Pois há sempre alguém melhor
Pois há sempre alguém perfeito.
E você pode ser resumido simplesmente como: DEFEITO.
Kuroneko-Chan
10.07.11
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. Eu que fiz *w*,
Carammba haha',
cotidiano.,
escrevido ou escrito? D: .,
Masquecoisa,
Não tenho escrevido ultimamente.,
PokoChurros,
u
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Café.
Dedico a Rodolfo, que me deu esse café XD
De repente paro e lembro do meu café. Estou cansado de me esforçar tanto por nada, estou cansado de tantas pessoas me julgando e me dizendo o que devo fazer, quando elas mesmas não sabem o que fazer de suas próprias vidas. Estou cansado dessa mesmice, ouço sempre as mesmas opiniões, vejo sempre as mesmas pessoas, vou sempre aos mesmos lugares, passo os dias xingando as mesmas porcarias que passam na TV, sentindo o mesmo vazio de sempre. Droga, estou tão cansado, e tudo que eu queria agora era o meu café, mas eu estava tão distraido com meus problemas que o esqueci, e ele acabou esfriando. Paro e olho ao meu redor, nem me lembro como toda essa bagunça se formou, acabei de achar minha identidade dentro de um tênis que, sabe deus como, foi parar junto da cafeteira. O sofá mais parece o guarda-roupa e o guarda-roupa mais parece um cesto de lixo e roupa suja. Meus livros, meus textos, e qualquer coisa assim não deveriam ficar tão perto da comida, e a comida deveria estar num lugar mais conveniente. O café acabou, e tudo que eu queria era meu café quentinho, mas agora esfriou, o tempo passou e minha vida mais uma vez me pegou. Café frio é ruim, bem feito pra mim, que deixei que meus problemas o esfriassem. Não tem mais café, bem feito, né! Que não bebi na hora certa.
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