Tom andava preocupado. Não dormia há semanas, e à medida que os dias se passavam, apenas uma garrafa de café não estava nem perto de ser considerado o suficiente para satisfaze-lo, para mantê-lo lúcido. O despertar eterno - disse ele - só pode ser maldição. O que fiz para merecer tamanha desgraça?
Ele estava enganado, não era maldição, era apenas um vício. "Durma, criança." - Diziam as criaturas em seus sonhos. Sonhos? Como, se não mais dormia? Ele estava delirando. Um trevo de quatro folhas, era o que queria encontrar. E todos os dias retomava sua busca obsessiva pelos vastos prados.
- Quando o encontrar terei direito a um desejo. Sim. Desejo. E enfim poderei sentir. Sim, sim... S-e-n-t-i-r... É, sentir, sentir. Aprenderei a amar, ficar alegre, triste, terei preocupação, saudade, culpa... E não mais machucarei ninguém. Não, eu não machucarei, não poderei machucar... Juro que não machuco... E então sem meu fardo, dormirei tranquilo. Finalmente, sim. Sim. - Tom pensava sempre.
Encontrou Gnomos, moedas de ouro, fadas, portais secretos, unicórnios, magos, anões, lupinos, bruxos, super-heróis, deuses, demônios, anjos, gárgulas, quimeras, e qualquer outra criatura que se possa imaginar. Todos estavam em suas terras, mas não se importava, só serviria um trevo de quatro folhas.
Uma garota, certo dia, no ápice de sua cólera, apareceu. Ela tinha grandes olhos verdes e longos cachos rubros. Ela disse que encontrou o trevo que Tom tanto almejava, que poderia ajudar. Estava com São Patrick, mas bem alertou: Tudo tem um preço. Mas onde encontra-lo? - Tom não obteve resposta, logo os cachos da garotinha tomaram conta do lugar, o céu ficou vermelho e do céu precipitavam gotas e gotas de sangue. Lágrimas de ouro escorriam na doce face da garotinha, prostrada, assustada, tremendo, num grito abafado, sucumbiu. A forma assustadora de uma caveira se formou ali, no lugar da cabeça.
O dia amanheceu. Tom desperta, toma coragem, toma banho, toma café, e tenta escrever alguma coisa...
Kuroi Kuroneko
23.02.12
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Ouro
Ela andava de um lado para o outro. Embora aparentando pressa, não sabia para onde ir, só sabia que queria ir para longe... Bem longe, outro mundo, se possível. O sol brilhava forte, e a beleza do lugar incomodava, pois por dentro - pensava ela - onde mais preciso, não há beleza alguma. Estava cansada daquilo tudo: Traição, utopias, indiferença, humilhação, ignorância, falta de pudor. Seu coração (se é que ainda o tinha), estava oco e frio, como uma geleira à deriva no meio do oceano.
Andava e andava, ziguezagueando no meio da multidão de sombras. Via aqui e ali algumas faces conhecidas, e as cumprimentava numa tentativa falha de se distrair. Eles não percebiam seu semblante melancólico que suplicava ajuda, ou algo assim... Um sinal, talvez. Sua cabeça doía, e a medida que seus pés rápidos iam no encontro brusco com o chão, sua respiração ficava mais ofegante, e seu suor, frio.
De repente ela ouviu seu nome ser chamado. Me encontraram, ela pensou. Seu coração aos poucos se recompunha, e tentava bater forte. Estava prestes a explodir, ela tremia. Foi em direção ao chamado, sorriu. Pediram-lhe um favor - Que assim seja - ela disse, e o cumpriu. Ficou ali sentada, sozinha na cadeira cinza sob a escada. Seus olhos estavam vazios, fitando algum lugar igualmente vazio, distante. Uma alma apareceu, logo, duas. Aqueceram-lhe o colo, mas sentia-se incompleta, como se desaparecesse aos poucos.
Ao cumprir sua tarefa, retomou a atividade de andar em círculos, desta vez, sem esperar que a encontrassem... Procurava algo, não sabia o quê, talvez conforto. Mas no caminho se distraiu com algum tipo de flor. "Quero vê-la desabrochar, só me retiro daqui depois disso!" - Pensou ela. Por um momento esqueceu da beleza do lugar, e da falta dela dentro de si. Esqueceu do frio, de sua busca, e até mesmo do que queria esquecer. Uma ave então pousou ao seu lado. Uma ave grande, esbelta, e de um rubro flamejante, que a olhou e assobiou alguma melodia. Eles se olharam, a ave continuou a assobiar, ela corou. De repente, na nota mais alta, a ave ergueu voo. Era isto que ela queria, mesmo sem querer. E então voaram juntos.
Kuroi Kuroneko
23.02.12
Andava e andava, ziguezagueando no meio da multidão de sombras. Via aqui e ali algumas faces conhecidas, e as cumprimentava numa tentativa falha de se distrair. Eles não percebiam seu semblante melancólico que suplicava ajuda, ou algo assim... Um sinal, talvez. Sua cabeça doía, e a medida que seus pés rápidos iam no encontro brusco com o chão, sua respiração ficava mais ofegante, e seu suor, frio.
De repente ela ouviu seu nome ser chamado. Me encontraram, ela pensou. Seu coração aos poucos se recompunha, e tentava bater forte. Estava prestes a explodir, ela tremia. Foi em direção ao chamado, sorriu. Pediram-lhe um favor - Que assim seja - ela disse, e o cumpriu. Ficou ali sentada, sozinha na cadeira cinza sob a escada. Seus olhos estavam vazios, fitando algum lugar igualmente vazio, distante. Uma alma apareceu, logo, duas. Aqueceram-lhe o colo, mas sentia-se incompleta, como se desaparecesse aos poucos.
Ao cumprir sua tarefa, retomou a atividade de andar em círculos, desta vez, sem esperar que a encontrassem... Procurava algo, não sabia o quê, talvez conforto. Mas no caminho se distraiu com algum tipo de flor. "Quero vê-la desabrochar, só me retiro daqui depois disso!" - Pensou ela. Por um momento esqueceu da beleza do lugar, e da falta dela dentro de si. Esqueceu do frio, de sua busca, e até mesmo do que queria esquecer. Uma ave então pousou ao seu lado. Uma ave grande, esbelta, e de um rubro flamejante, que a olhou e assobiou alguma melodia. Eles se olharam, a ave continuou a assobiar, ela corou. De repente, na nota mais alta, a ave ergueu voo. Era isto que ela queria, mesmo sem querer. E então voaram juntos.
Kuroi Kuroneko
23.02.12
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Bacterium
Moça
Faz parar de chover,
Pois a chuva já levou tudo o que tinhas.
Só não essa mágoa.
Moça
Faz parar de chover
Põe um sorriso no rosto, seca esta água.
Pois ninguém fará por ti o que tu anseias ser feito
Pois ninguém mataria por ti, como matou a si mesmo
Moça
Faz o sol brilhar, ele não gosta desse jeito.
Moça
Tu já sabes reclamar, mas nada que fizer poderá mudar
Não há perdão.
Me diz como queres vitória,
se não estás no campo à batalhar?
Me diz como se sente cansada,
Se nenhum esforço vi em teu lugar?
Me diz porque de perdedor choras
Se assim, não há o que ganhar?
Pára de andar pela sombra
faz viver a memória do lugar em que nunca esteve lá
Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei
Que tua dor é maior e agora ela só aumentará
Porque tudo o que viveste não é perda, não é cor, não é dor.
E tampouco falta de pudor...
É que tu nunca tentou, amor.
- Quero as tuas bácterias
Seja lá quais sejam elas
Eu só sei que quero -
Kuroneko-chan
26.09.11
Faz parar de chover,
Pois a chuva já levou tudo o que tinhas.
Só não essa mágoa.
Moça
Faz parar de chover
Põe um sorriso no rosto, seca esta água.
Pois ninguém fará por ti o que tu anseias ser feito
Pois ninguém mataria por ti, como matou a si mesmo
Moça
Faz o sol brilhar, ele não gosta desse jeito.
Moça
Tu já sabes reclamar, mas nada que fizer poderá mudar
Não há perdão.
Me diz como queres vitória,
se não estás no campo à batalhar?
Me diz como se sente cansada,
Se nenhum esforço vi em teu lugar?
Me diz porque de perdedor choras
Se assim, não há o que ganhar?
Pára de andar pela sombra
faz viver a memória do lugar em que nunca esteve lá
Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei
Que tua dor é maior e agora ela só aumentará
Porque tudo o que viveste não é perda, não é cor, não é dor.
E tampouco falta de pudor...
É que tu nunca tentou, amor.
- Quero as tuas bácterias
Seja lá quais sejam elas
Eu só sei que quero -
Kuroneko-chan
26.09.11
Fato
Ao entrar no quarto, se depara com a cena:
Escuro, molhado, encolhido, calado.
Pobre animal, nesse estado dá pena.
Outrora forte, vaidoso, bonito
Lançava seu esplendor pelas praças de granito
Mas de belo, se foi o esmero, surgiu do grito.
Grito de dor, agonia, perdão, nostalgia...
Roídos de rato: estão no porão
Se não fosse grato e sem coração
Não estaria largado, caído no chão...
Kuroneko-Chan
08.09.11
Escuro, molhado, encolhido, calado.
Pobre animal, nesse estado dá pena.
Outrora forte, vaidoso, bonito
Lançava seu esplendor pelas praças de granito
Mas de belo, se foi o esmero, surgiu do grito.
Grito de dor, agonia, perdão, nostalgia...
Roídos de rato: estão no porão
Se não fosse grato e sem coração
Não estaria largado, caído no chão...
Kuroneko-Chan
08.09.11
Meus demônios
Era uma manhã gélida e cinza. Acordara às seis da manhã, tem trabalho às sete. Não queria acordar, tão bom o sonho que estava tendo... Ao tocar do despertador, não lembrava mais de nada desse sonho, só sabia que era bom e que era algo que envolvia seus amantes e alguém lhe enviando bilhetinhos declarando seu amor. Na vida real não era assim, nunca foi. Ninguém nunca lhe enviara bilhetinhos de amor, e também nunca tivera amante algum. Pelo menos não de verdade, não bom, desses que duram tempo, que não é nada sério, mas que você gosta, e liga, e sabe, e tem e vai. Não. Tudo que sempre teve foram anos e anos de solidão. Solidão esta querida, solidão esta buscada, mantida e principalmente confortável. Nunca gostou de ser tão só, mas era mais fácil.
De repente, uma parte do sonho, uma "cena", passa por sua mente. Como um automóvel a mil por hora que passa e não deixa rastro. Sentiu de novo aquela coisa estranha. Aquilo a deixava ansiosa, aflita, desconfortável, insegura, louca. Era quase uma cólera, um tanto mais leve. Sentia isso toda vez que pensava nele. Mas como? Não havia pensado nele! Bem... pelo menos não até aquele momento.
Ao chegar no trabalho, tudo igual: Bom-dia!/ Licença/ Bom-dia!/ Essa-não/ Oh-Deus-mais-um-dia/ Bom-dia!/ Aqui-vamos-nós/ Pois-sim/ Pois-não/ Orr. E aquele mesmo vazio, aquela mesma expressão apática, aquela sensação de falta. Falta de alma, de vida. E aquela coisa estranha não se ia... Mas como? estava trabalhando, não estava pensando nele... Droga, não até aquele momento. E isso se prolongou até a hora do almoço, quando saía naquele sol-infernal-de-uma-da-tarde e caminhava até a praça Solitaire (um tanto irônico, mas perfeitamente assim). Tantas sombras que nunca lá, tantos sopros de vento, tanto vazio, tanto ninguém ali, tanto não ela ali... - São meus demônios - ela pensou. E sentou-se num banco à sombra, abriu seu livro de Caio, seu tão amado Caio, e pois-se à ler. Dama da noite, eles a chamavam assim, e nem sabem que dorme o dia todo... Até que uma ventania forte se ergue. Ouviu seu nome ser chamado, ouviu perfeitamente. Olhou para os lados, mas não viu ninguém. Olhou para cima, e as nuvens cobriam os sol-infernal-de-uma-da-tarde. Tudo nublado e cinza, como aquilo alojado em seu peito. Assim perfeito. Não mais só, chamaram seu nome. Assim perfeito. - São meus demônios - ela pensou, e sorriu.
Kuroneko-Chan
23.09.11
De repente, uma parte do sonho, uma "cena", passa por sua mente. Como um automóvel a mil por hora que passa e não deixa rastro. Sentiu de novo aquela coisa estranha. Aquilo a deixava ansiosa, aflita, desconfortável, insegura, louca. Era quase uma cólera, um tanto mais leve. Sentia isso toda vez que pensava nele. Mas como? Não havia pensado nele! Bem... pelo menos não até aquele momento.
Ao chegar no trabalho, tudo igual: Bom-dia!/ Licença/ Bom-dia!/ Essa-não/ Oh-Deus-mais-um-dia/ Bom-dia!/ Aqui-vamos-nós/ Pois-sim/ Pois-não/ Orr. E aquele mesmo vazio, aquela mesma expressão apática, aquela sensação de falta. Falta de alma, de vida. E aquela coisa estranha não se ia... Mas como? estava trabalhando, não estava pensando nele... Droga, não até aquele momento. E isso se prolongou até a hora do almoço, quando saía naquele sol-infernal-de-uma-da-tarde e caminhava até a praça Solitaire (um tanto irônico, mas perfeitamente assim). Tantas sombras que nunca lá, tantos sopros de vento, tanto vazio, tanto ninguém ali, tanto não ela ali... - São meus demônios - ela pensou. E sentou-se num banco à sombra, abriu seu livro de Caio, seu tão amado Caio, e pois-se à ler. Dama da noite, eles a chamavam assim, e nem sabem que dorme o dia todo... Até que uma ventania forte se ergue. Ouviu seu nome ser chamado, ouviu perfeitamente. Olhou para os lados, mas não viu ninguém. Olhou para cima, e as nuvens cobriam os sol-infernal-de-uma-da-tarde. Tudo nublado e cinza, como aquilo alojado em seu peito. Assim perfeito. Não mais só, chamaram seu nome. Assim perfeito. - São meus demônios - ela pensou, e sorriu.
Kuroneko-Chan
23.09.11
terça-feira, 13 de setembro de 2011
News
Estamos sob a mesma condição, de mãos dadas
Será que é em vão?
Cansei de pedir perdão por coisas que não fiz.
E assim não vou fugir de mim...
Cansei de dizer coisas que não quis e que jamais faria.
Cansei de sonhar com o amanhã obscuro e azul,
Que nunca chegará.
O amanhã não existe.
O ontem também não.
Mas você não resiste, e eu já disse: Sim, é em vão.
É redundante dizer: I you forever together, never ever.
Por que eu sei que você sabe que eu sei. E você sabe que tudo o que não fiz não valeu a pena.
E tudo que insisti em fazer, sabe que não me arrependo, mas nada disso valeu a pena.
Não sei se é o certo, mas sei o que quero
E eu quero.
Não importam mais as consequências vis.
Não importa mais. Mas com eu cheguei aqui?
De que me importa ter o que sonhei, se não sonho o que tenho?
De que me importa ser rei,
se nesse reino eu me detenho?
Eu me recuso, recuso, recuso e uso e abuso
E já não mais é Não.
E é em vão.
Não.
Sim.
Não por mim.
Kuroneko-chan
15/09/2011
Será que é em vão?
Cansei de pedir perdão por coisas que não fiz.
E assim não vou fugir de mim...
Cansei de dizer coisas que não quis e que jamais faria.
Cansei de sonhar com o amanhã obscuro e azul,
Que nunca chegará.
O amanhã não existe.
O ontem também não.
Mas você não resiste, e eu já disse: Sim, é em vão.
É redundante dizer: I you forever together, never ever.
Por que eu sei que você sabe que eu sei. E você sabe que tudo o que não fiz não valeu a pena.
E tudo que insisti em fazer, sabe que não me arrependo, mas nada disso valeu a pena.
Não sei se é o certo, mas sei o que quero
E eu quero.
Não importam mais as consequências vis.
Não importa mais. Mas com eu cheguei aqui?
De que me importa ter o que sonhei, se não sonho o que tenho?
De que me importa ser rei,
se nesse reino eu me detenho?
Eu me recuso, recuso, recuso e uso e abuso
E já não mais é Não.
E é em vão.
Não.
Sim.
Não por mim.
Kuroneko-chan
15/09/2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Sem tí
Eu queria ser você, toda vez que você está triste.
Mas não queria que você fosse eu enquanto eu sou você sendo triste. Porque ser você, talvez, nem sei tanto de tua vida assim, às vezes é ser feliz também, e não quero te privar deste privilégio... e ser eu é ser triste sempre.
Eu queria ser você toda vez que você sofre, pois já me acostumei a ser sofrido, e sofrendo eu vou, e vou querendo poupar-te de ser como eu, assim, sabe, triste.
Queria ser você toda vez que te desesperas e choras, pois mesmo sendo um momento ruim, estaria com você.
Queria ser você nos dias sombrios, não por te invejar, mas pra só saber de ti de quando estás feliz.
Queria ser tu quando teu peito dói, mas não queria que tu fosses eu enquanto sou tu com o peito a doer. Pois meu peito sempre dói e de nada adiantaria ser tu.
Eu queria que tu quisesses que eu fosse tu enquanto sofres, pois só assim te teria, não só em mim, mas pra mim. E te teria pra mim por você, pra tu só ser feliz. Assim, não que nem eu.
Kuroneko-chan
30.08.11
Mas não queria que você fosse eu enquanto eu sou você sendo triste. Porque ser você, talvez, nem sei tanto de tua vida assim, às vezes é ser feliz também, e não quero te privar deste privilégio... e ser eu é ser triste sempre.
Eu queria ser você toda vez que você sofre, pois já me acostumei a ser sofrido, e sofrendo eu vou, e vou querendo poupar-te de ser como eu, assim, sabe, triste.
Queria ser você toda vez que te desesperas e choras, pois mesmo sendo um momento ruim, estaria com você.
Queria ser você nos dias sombrios, não por te invejar, mas pra só saber de ti de quando estás feliz.
Queria ser tu quando teu peito dói, mas não queria que tu fosses eu enquanto sou tu com o peito a doer. Pois meu peito sempre dói e de nada adiantaria ser tu.
Eu queria que tu quisesses que eu fosse tu enquanto sofres, pois só assim te teria, não só em mim, mas pra mim. E te teria pra mim por você, pra tu só ser feliz. Assim, não que nem eu.
Kuroneko-chan
30.08.11
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Uma flor, uma espada. (Duplo)
São dois textos, porém ambos estão interligados. Girando em torno de uma flor e uma espada (:
Ato I
Uma flor e uma espada.
São tudo que tenho...
E nesta estrada, longa estrada, está tudo em minhas mãos.
Era uma emboscada: Matar a flor, tirar o pólen.
Era uma emboscada: Viciou-me, seu aroma viciou-me.
E a extinção, tormento, ilusão...
Uma flor e uma espada
Doce aroma, cravado em batalha
No ser, um corte e podre odor de morte.
Nada tive, nada tenho, nada perderei...
Flor e espada, tão bela combinação
Presenteie a dor...
Meu bem, eles vão te magoar. Encontra teu canto!
Uma flor e uma espada
Um par de botas e um espelho.
Nenhum objetivo, nenhum lugar.
Mas saberei, caso chegue lá.
Ferir o semelhante, triste flor...
E seja quanto triste for, me vou.
Uma flor e uma espada
Um santo e um arco-e-flecha
Um canto, uma seresta, só pra te ganhar...
O rei já decretou, o ministro aceitou: Me vou.
Sem meu lugar, vou já.
Desesperar, vou já.
O erro voltará, vou já.
Descansar, vou já.
Matará, vou já.
É-por-ti.
Ato II
Uma flor e uma espada
São tudo que tenho, além da longa estrada.
Esta dor em meu peito,
Tristeza no olhar...
Tentei matar de todo jeito
Mas quando penso naquilo que por mera desventura
ou ventura de não ter, só me faz viver.
E viver me suga a vida,
Viver me rouba a alma
Viver me tira a calma
Viver me mata, e viver sem aquilo lá...
É tortura... Doença sem cura, pecado sem salvação, sem perdão.
Perdão.
Kuroneko-chan
29/08/2011
Ato I
Uma flor e uma espada.
São tudo que tenho...
E nesta estrada, longa estrada, está tudo em minhas mãos.
Era uma emboscada: Matar a flor, tirar o pólen.
Era uma emboscada: Viciou-me, seu aroma viciou-me.
E a extinção, tormento, ilusão...
Uma flor e uma espada
Doce aroma, cravado em batalha
No ser, um corte e podre odor de morte.
Nada tive, nada tenho, nada perderei...
Flor e espada, tão bela combinação
Presenteie a dor...
Meu bem, eles vão te magoar. Encontra teu canto!
Uma flor e uma espada
Um par de botas e um espelho.
Nenhum objetivo, nenhum lugar.
Mas saberei, caso chegue lá.
Ferir o semelhante, triste flor...
E seja quanto triste for, me vou.
Uma flor e uma espada
Um santo e um arco-e-flecha
Um canto, uma seresta, só pra te ganhar...
O rei já decretou, o ministro aceitou: Me vou.
Sem meu lugar, vou já.
Desesperar, vou já.
O erro voltará, vou já.
Descansar, vou já.
Matará, vou já.
É-por-ti.
Ato II
Uma flor e uma espada
São tudo que tenho, além da longa estrada.
Esta dor em meu peito,
Tristeza no olhar...
Tentei matar de todo jeito
Mas quando penso naquilo que por mera desventura
ou ventura de não ter, só me faz viver.
E viver me suga a vida,
Viver me rouba a alma
Viver me tira a calma
Viver me mata, e viver sem aquilo lá...
É tortura... Doença sem cura, pecado sem salvação, sem perdão.
Perdão.
Kuroneko-chan
29/08/2011
sábado, 20 de agosto de 2011
A mais bela borboleta do universo
Era um dia cinza, eu estava por traz das grades cinzas da minha janela cinza, que dava para o meu quintal cinza. Onde lá, eu podia ver as trepadeiras intrigantes, do meu muro cinza. Estava lá: Enorme, amarela e delicada. Lá no quintal ela estava, com suas asas pomposas se mascarando no ambiente. Não, não estava na janela do quintal, nem dentre flores, nem pelas as árvores. Estava bem ali, naquele muro. Não estava à cima ou à baixo do muro, não estava nos ninhos, nem nas Samambaias. Estava bem ali, onde aponto meu indicador direito, exatamente naquele ponto, ao alcance de minhas mãos, se escondendo por entre as folhas mortas daquela trepadeira que eu não sei o nome. - Tolice! - Disse a razão, um tom arrogante - É apenas uma folha seca, presa nas outras folhas também secas e também presas, estas por sua vez, no muro.
Não, não era uma reles folha seca. Era um linda borboleta, que estava além das grades cinzas da janela cinza e além do pólen louco das flores cinzas do meu jardim. Cinza. Era uma enorme e graciosa borboleta, cujo desenho nas asas lembrava aquele céu mágico estrelado das noites de verão, com duas luas cheias e hipnotizantes. Era a mais bela borboleta do universo e veio pintar o meu jardim cinza de flores velhas e folhas secas, e cinzas. Era a mais bela borboleta do universo, e seu nome era Vida. A Vida era linda, a Vida era alegre, a Vida era radiante, a Vida voava de um jeito engraçado e único, a Vida vinha fácil, a Vida pousou em meu dedo e descansou em minhas mãos, pois era corajosa. E depois de tudo, Vida se foi... Depois de me fazer companhia, de voar pra mim e pintar meu jardim, Vida foi embora. O tempo passou, e estava na hora. Agora, ainda atrás das grades cinzas da janela cinza, olho para o muro cinza, e vejo a Vida no mesmo lugar, imóvel. Não na janela, nem pelas flores ou pelas árvores. Está bem ali naquele muro, no exato ponto onde meu indicador direito indica, ao alcance de minhas mãos. E vida está velha e seca, vida está lá morta e presa entre as folhas também secas e mortas daquela trepadeira que não sei o nome. - Essa Vida é apenas uma folha - Repetiu a razão.
- Não, é uma borboleta, a mais bela borboleta do universo. Me deixa sonhar só mais um pouquinho...
Kuroneko-Chan
19.08.11
*No texto original, a borboleta se chamava 'Você' e não 'Vida' =B
Até que enfim um título que presta \o\
Não, não era uma reles folha seca. Era um linda borboleta, que estava além das grades cinzas da janela cinza e além do pólen louco das flores cinzas do meu jardim. Cinza. Era uma enorme e graciosa borboleta, cujo desenho nas asas lembrava aquele céu mágico estrelado das noites de verão, com duas luas cheias e hipnotizantes. Era a mais bela borboleta do universo e veio pintar o meu jardim cinza de flores velhas e folhas secas, e cinzas. Era a mais bela borboleta do universo, e seu nome era Vida. A Vida era linda, a Vida era alegre, a Vida era radiante, a Vida voava de um jeito engraçado e único, a Vida vinha fácil, a Vida pousou em meu dedo e descansou em minhas mãos, pois era corajosa. E depois de tudo, Vida se foi... Depois de me fazer companhia, de voar pra mim e pintar meu jardim, Vida foi embora. O tempo passou, e estava na hora. Agora, ainda atrás das grades cinzas da janela cinza, olho para o muro cinza, e vejo a Vida no mesmo lugar, imóvel. Não na janela, nem pelas flores ou pelas árvores. Está bem ali naquele muro, no exato ponto onde meu indicador direito indica, ao alcance de minhas mãos. E vida está velha e seca, vida está lá morta e presa entre as folhas também secas e mortas daquela trepadeira que não sei o nome. - Essa Vida é apenas uma folha - Repetiu a razão.
- Não, é uma borboleta, a mais bela borboleta do universo. Me deixa sonhar só mais um pouquinho...
Kuroneko-Chan
19.08.11
*No texto original, a borboleta se chamava 'Você' e não 'Vida' =B
Até que enfim um título que presta \o\
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Sua falta de memória mata.
Nos invernos, Campina Grande era sempre mais agradável. Nas férias do meio do ano, todos corriam para o litoral, e a cidade ficava deserta. Só quem ficava por lá era a turminha undergroud/neo-punk-pós-medieval-modernista [?] que costumava habitar as poucas praças concentradas no centro daquele lugar. Frequentavam esses lugares Tami Netsubasa, que era nissei, mas que odiava ser descendente de japoneses e tinha inveja das brasileiras porque achava bonita a mistura de etnias, Laura Tokoshiba, que também era nissei, filha de uma alemã e um japonês, tinha uma beleza exótica, mas achava a “beleza interior” mais importante, e por fim Renata Lima, mais conhecida como ‘renren’, que não era nada, nem nissei, mas só queria ser. Elas eram melhores amigas forever. Renata tinha um amor platônico por fulano, que por sua vez amava (também platonicamente) Ana, que tinha um amor, não platônico, mas perfeitamente reciproco e correspondido por Joãozinho. Tami gostava de festas, vodca, flores, vestidos, doces, e escutava musica pop. Laura gostava de eventos, vinho tinto, radinhos de pilha, macacões, sushi, e escutava new wave. Renren gostava de chuva, sangue, gin, cortes, frio e escutava metal. Nos fins de semana Tami e Laura costumavam sair, ir a barzinhos, ficar com alguns meninos, beijar algumas meninas, dançar, cantar, celebrar a vida. Renren ficava em casa, imaginando o que fulano estaria fazendo, e se ele gostaria de estar ali. Às vezes ficava muito triste pensando porque fulano nem parecia se importar com a existência dela, furava as veias com uma agulha, e ficava lá observando a veia inchar e o sangue escorrer. Fulano... Não importa o que fulano fazia nos fins de semana, e Ana viajava pra casa de Joãozinho. Ana sabia do amor de fulano, e até gostava um pouco dele, mas também gostava um pouco de Joãozinho, e não podia ficar com os dois. Fulano sabia do amor de Renren, mas preferia fingir que não. Renren era ForeverAlone, até apareceram alguns pretendentes, mas ela era doente por fulano. Doença: era assim que ela descrevia o que sentia por fulano, aquilo não era normal. “Só se esquece um antigo amor com um novo” – Era o que Tami e Laura sempre diziam a Renren, mas ela não conhecia mais ninguém. Ninguém conhecia mais ela. Um dia, fulano, amargurado por Ana, deu bola pra Renren, que não perdeu a oportunidade. Mas morreu de amargura porque dias depois fulano fingiu que nada tinha acontecido. No seu enterro, Tami, Laura, Ana na maior cara de pau (que na verdade só foi mesmo porque fulano estava lá), e fulano, que em meio à lagrimas nem-tão-sofridas, lembrou-se daquele dia, e em meio a um soluço e outro, bem baixinho pediu perdão - Ele apenas esqueceu.
kuroneko-chan - 11.08.11
Ficou uma bela bosta.
Mas rééé.
Mas rééé.
domingo, 7 de agosto de 2011
Estou com sérios problemas dos olhos. Grande parte desses problemas, minto. Todos estes problemas, se devem ao fato de um outro sério problema: A falta. A falta de um assunto pra puxar, a falta de um amigo pra me ouvir, a falta de um corpo pra abraçar, a falta de compaixão para com meus semelhantes, a falta de educação com a qual me habituei por medo (ou vergonha) de ser alguém mais agradável, a falta de respeito, a falta de ti que me dói o peito, a falta de ar que me dá quando te vejo, a falta de comunicação, a falta de lucidez, a falta, enfim de algo, um algo tão estranho que ninguém consegue definir com clareza, algo que tem fascinado todos através das gerações, fazendo com que busquem a resposta perdida (E que em minha não-muito-importante-barra-requerida opinião é apenas um infeliz acidente), este algo meio mistico, meio desgraçado, meio abençoado, divino, e para alguns até mesmo perfeito, que andam chamando por aí de 'vida'. E a relação que este problema de faltisse aguda tem com o problemas na 'vista', é que tudo isto, somado, às vezes me dá uma sobrecarga de H²O nos organismo, é. Aquela água com sal que sai por pequenos poros, chamados de vias lacrimais, quando nosso rosto fica vermelho e quente, ficamos com dor de cabeça, e algumas veias ficam meio rígidas, nossa boca faz involuntariamente uma curvatura para baixo, nos dando um ar daquele sentimento que chamam de tristeza. Não sei o que houve, não sei se é por que faz demasiado tempo que sofro dessa tal faltisse, mas é que a água com sal não sai mais pelo meus olhos, mesmo com todos os outros sintomas da tristeza, meus olhos ficam turvos, ardendo, secos, ásperos, e esta maldita água não se esvai, ao passo que meus olhos ficam a cada dia mais doentes.
Kuroneko-chan
07/08/2011
Kuroneko-chan
07/08/2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Poo.
Dentre tantos rostos, tua face busquei...
Após longos conflitos, tormentos aflitos,
só agora encontrei, e me vi ao pé de ti.
Mas é tarde.
Dentre tanta gente comum e fria,
por teu calor procurei
Cedo recebi, mas sem perceber, me retirei.
E já é tarde.
Nos vidros de teus olhos, busquei meu reflexo.
Mas não vi.
No furor de tua idade, eu quis ser espelho,
mas não estava ali, e já é tão tarde...
Em meus olhos cacos, está tudo aos pedaços,
E no tormento, derretem-me a visão.
Porém, não há por que ir embora,
sempre estarei aqui.
Torcendo pra que ai fora
chova, e eu finalmente consiga dormir (viver o sonho).
Kuroneko-Chan
25.07.2011
Após longos conflitos, tormentos aflitos,
só agora encontrei, e me vi ao pé de ti.
Mas é tarde.
Dentre tanta gente comum e fria,
por teu calor procurei
Cedo recebi, mas sem perceber, me retirei.
E já é tarde.
Nos vidros de teus olhos, busquei meu reflexo.
Mas não vi.
No furor de tua idade, eu quis ser espelho,
mas não estava ali, e já é tão tarde...
Em meus olhos cacos, está tudo aos pedaços,
E no tormento, derretem-me a visão.
Porém, não há por que ir embora,
sempre estarei aqui.
Torcendo pra que ai fora
chova, e eu finalmente consiga dormir (viver o sonho).
Kuroneko-Chan
25.07.2011
domingo, 10 de julho de 2011
Então, né...
Tanta coisa se passou,
E você tão distante.
O que a gente começou, poderia ir mais adiante...
Hoje me sinto preparada, e você não está?
Está muito quente aqui, vamos para outro lugar?
Sei que isso não é certo,
Mas o errado convém.
Por mim está tranquilo, e por você, tudo bem?
Os nossos tempos são de ouro, vamos aproveitar!
Não sei o que houve com você, não quero nem perguntar...
Num dia desses eu te ligo, vamos marcar pra sair...
Aquilo que você disse, não pense que eu esqueci.
Não vai marcar a minha existência,
E peço que perdoe a minha insistência.
Um crime como esse, não tem como perdoar
Mas meu caro, eu te digo, cansei de choramingar...
Você é mais que um cúmplice
Você é coautor.
Mas o feito foi feito,
e por isso mesmo ficou.
Kuroneko-Chan
10.07.11
Esse texto não faz muito meu gênero, mas eu fiz, né, ué.
Foda-se U_U"
E você tão distante.
O que a gente começou, poderia ir mais adiante...
Hoje me sinto preparada, e você não está?
Está muito quente aqui, vamos para outro lugar?
Sei que isso não é certo,
Mas o errado convém.
Por mim está tranquilo, e por você, tudo bem?
Os nossos tempos são de ouro, vamos aproveitar!
Não sei o que houve com você, não quero nem perguntar...
Num dia desses eu te ligo, vamos marcar pra sair...
Aquilo que você disse, não pense que eu esqueci.
Não vai marcar a minha existência,
E peço que perdoe a minha insistência.
Um crime como esse, não tem como perdoar
Mas meu caro, eu te digo, cansei de choramingar...
Você é mais que um cúmplice
Você é coautor.
Mas o feito foi feito,
e por isso mesmo ficou.
Kuroneko-Chan
10.07.11
Esse texto não faz muito meu gênero, mas eu fiz, né, ué.
Foda-se U_U"
Genoveva.
Eles dizem te amar,
mas você está só.
Eles não parecem se importar
e você se sente menor.
Talvez sofrer tanto não seria assim,
é porque ninguém está vendo, que você acha ruim.
Perguntam como você está
e não sabe o que responder...
Mas no fim, não importa: bem ou mal,
Eles não ouvem você.
Talvez, até, de fato, seja "algo" que eles amem
Mas não faz diferença o que tu fazes
Sempre estará em segundo plano
Pois há sempre alguém melhor
Pois há sempre alguém perfeito.
E você pode ser resumido simplesmente como: DEFEITO.
Kuroneko-Chan
10.07.11
mas você está só.
Eles não parecem se importar
e você se sente menor.
Talvez sofrer tanto não seria assim,
é porque ninguém está vendo, que você acha ruim.
Perguntam como você está
e não sabe o que responder...
Mas no fim, não importa: bem ou mal,
Eles não ouvem você.
Talvez, até, de fato, seja "algo" que eles amem
Mas não faz diferença o que tu fazes
Sempre estará em segundo plano
Pois há sempre alguém melhor
Pois há sempre alguém perfeito.
E você pode ser resumido simplesmente como: DEFEITO.
Kuroneko-Chan
10.07.11
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. Eu que fiz *w*,
Carammba haha',
cotidiano.,
escrevido ou escrito? D: .,
Masquecoisa,
Não tenho escrevido ultimamente.,
PokoChurros,
u
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Last Night.
Foi tão bom estar contigo...
Mesmo que só por alguns segundos,
Cada milésimo me rendeu algum aprendizado.
Foi tão bom te ouvir mais uma vez...
Mesmo estando calado.
Cada ruido foi importante pra mim.
E do teu silêncio, musica em meus ouvidos.
Tua calma, teu carinho, teu olhar severo, teu colo e ouvidos, teu calor, tua música, o tempo, momento, e a beleza disto...
Tudo se prendeu em mim.
Foi tão bom viver contigo...
Sim, te tendo amigo, te entendo amigo.
Mesmo sabendo que a mais pura realidade... foi apenas um sonho.
Kuroneko-chan
07/07/11
Se você se identifica, eu não acho isso um pensamento saudavél. U_U
Mesmo que só por alguns segundos,
Cada milésimo me rendeu algum aprendizado.
Foi tão bom te ouvir mais uma vez...
Mesmo estando calado.
Cada ruido foi importante pra mim.
E do teu silêncio, musica em meus ouvidos.
Tua calma, teu carinho, teu olhar severo, teu colo e ouvidos, teu calor, tua música, o tempo, momento, e a beleza disto...
Tudo se prendeu em mim.
Foi tão bom viver contigo...
Sim, te tendo amigo, te entendo amigo.
Mesmo sabendo que a mais pura realidade... foi apenas um sonho.
Kuroneko-chan
07/07/11
Se você se identifica, eu não acho isso um pensamento saudavél. U_U
sábado, 18 de junho de 2011
heart.
É um dia em que não há muito a se fazer. Acordo-me cedo, como de costume, e fico na cama a esperar que alguém venha me chamar para tomar café com um beijo e um abraço de bom-dia. Espera esta que me consome, e por mais que eu tente não esperar, ela não se vai, mesmo sabendo que não há ninguém ali para me fazer essas coisas. Fico deitado até tarde, pois não há nada que me motive a levantar, até o momento em que o tédio me toma os nervos, e me deparo com pensamentos absurdos. Dou uma volta pelos cômodos e verifico se de fato estou só. Sim, estou. Dou uma olhada no relógio: 11h27, é não adianta tomar café essa hora, inclusive estou sem fome, deixa pra lá. Tenho coisas para fazer, mas as faço depois, só há isso pra fazer e tenho o dia todo. Mas não tenho mais nada para fazer, sento-me no sofá e olho para o nada, como se alguém estivesse ali. De fato há alguém ali, um ser imaginário, um alguém que pode me ouvir, que quer me ouvir, um ser meu, um eu. Começo o desabafo:
- “É ela, é ela a culpada de tudo isto. É ela quem me deixa neste estado, ela que poderia me salvar, mas não o faz. Por quê? Por quê? Ah, maldita. Oh, como eu a amo, a amo mais que a mim, a amo mais que o ócio, a amo mais que as sextas-feiras de beberrão, a amo mais que carne fresca acompanhada de litros de whisky, o meu amor por ela é tão maior quanto a minha aversão pela humanidade, é bem maior do que qualquer coisa que se possa medir. Apenas ela pode me salvar, mas não o faz. Não por não poder, mas porque é tão má e cruel, que prefere me deixar desse jeito. Apenas porque não quer.”
O nada me fita, como de estivesse errado. Sim, estou. É a mais pura loucura desabafar para o nada, e crer que o mesmo esteja me olhando. Faz um belo dia, ensolarado, mas não é aquele sol irritante que te queima a pele ao menor tempo que esteja exposto à ele, é aquele sol ameno, com algumas nuvens e um vento aconchegante, perfeito para ir a praia, olhar o mar. Mas não o faço, mesmo estando praticamente de frente para o mar, não vou. Não há com quem ir, não há por que ir, e ir não muda em nada o que eu sinto. E o que eu sinto? Um tão grande e absurdo nada. Um nada tão gigantesco quanto o universo e mais: tão gigantesco quanto o universo dos universos, com um buraco negro bem no centro. Não sei por que sou assim, mas não me lembro de sentir outra coisa se não esse nada, não me lembro de sentir nem ao menos uma vontade de saber o porque... Enquanto lá fora o sol brilha e todos estão felizes, aqui dentro é frio e tudo me parece sutilmente sombrio. As paredes continuam me fitando de forma ameaçadora, como se fossem me engolir, a solidão que me cerca, me sufoca também, e estou a me afogar em pensamentos vis. Então alguém bate a porta. Maldição! Mais do que estar só, odeio estar acompanhado, até mesmo se for ela,odeio, odeio! Deixem-me em paz! Vão incomodar a desgraça doutro! – estes foram os meus pensamentos em tal momento, mas não condisseram com minha atitude solene de abrir a porta educadamente. Sim, era ela. Havia tanto para ser ouvido, havia tanto para ser dito. Mas tanto que nunca fora ouvido e tampouco mencionado.
Kuroneko-chan, 18 de junho de 2011
Kuroneko-chan, 18 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Que.
Eu tenho um branco
E tenho uma missão: Transformar isto em você.
Eu viraria alquimista, só pra criar uma coisa qualquer,
Que me levasse até ti, que me faça te ver.
Eu tenho um vazio
E tenho uma vontade, a de te conhecer.
Quero mais que a mim, saber quem és,
E saber como consegues me deixar neste estado de sinestesia.
Agonia.
Você está sofrendo, está desmoronando
Caindo em suas próprias ruínas,
Sim, eu sei. Posso ver a dor em seus olhos...
Não tema, se liberte, me sinta.
Eu também tenho um sonho.
Você diz que todo mundo está mudando,
Mas eu não consigo sentir. Eu não consigo ver.
E você continua procurando as razões, o porque.
Mas a navalha continua atravessada em seu peito.
E eu já não sei se me importo.
Olhei dentro dos olhos daquela pessoa no espelho,
Procurei algo, uma resposta, uma proposta
Um sentimento, um movimento.
Mas aquele vazio foi tudo que vi.
Eu não tenho nada para oferecer,
Eu não sou nada, nem significo algo pra você.
Mas do meu nada eu faria de tudo.
Transformaria o mundo, com meu nada
Só pra ser algo, fazer algo por você.
E isso não é tudo
Mas o sol está brilhando e temos um mudo pra mudar.
Siga seu caminho amargo agora.
Vá pela luz.
Porque tomei todo o escuro pra mim, construí meu castelo
Com toda as sombras do mundo, com todas as lagrimas derramadas
Por estas almas inocentes.
Não estou clamando por justiça,
Agora sei o que quero, e quero tirar todo teu sofrimento
Toma-lo pra mim, quem sabe assim serei feliz
E você será quem diz
Amém.
Kuroneko-chan 06/06/2011
Apenas saiu, eu não entendi D:
hsuahuhsa deixe seu coment \o
inté :*
sábado, 21 de maio de 2011
even
Algo aconteceu.
Mas você não estava lá, na verdade nunca esteve.
Tenho vontades
Vontade de fazer... Sei lá!
Maldades.
Matar, morrer, me mostrar, me esconder...
Ser quem eu realmente sou,
Fazer o que tenho vontade.
Mas onde raios enfiaram essa tal liberdade?
Porque a moral fica a cima do desejo?
Deram-me espelhos, mas não consigo ver nada.
Deram-me conselhos, mas como sempre segui calada.
Deram-me veneno, tomei.
Deram-me armas, matei.
Deram-me um sentimento, ignorei.
Nesse rio, tormento.
Não tarda, acaba o tempo
Me levando embora.
Jogada no acostamento, esperando- te ao relento
Dizendo palavras ao vento.
Eu morri. E agora?
Joguei tudo fora.
Eu te amo. Eu te odeio.
Porque não vais embora?
Aqui não mais está. Foste parar em que lugar?
Fica um pouco. Eu quero.
Não.
O que quero é simples, mas difícil.
O que tenho é nada,
Encontrei na estrada, dentro de um pote.
Este sangue é mentira,
Minha dor vem do corte.
Kuroneko-chan
22.05.11
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